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AD Local: como configurar a integração e preparar a ativação

Atualizado em 29/10/2026 👁 2 visualizações

Este guia orienta o administrador a preparar a integração do CertSafe com o Active Directory Domain Services (AD DS) da organização. O conector de diretório é um componente próprio: ele não é o Agente Windows usado para instalar certificados digitais nas estações.

Situação em 29/10/2026: preparação disponível; ativação operacional pendente. A versão 0.4.0 do conector é de laboratório. É possível autorizar o módulo, cadastrar o diretório em rascunho e preparar a implantação. Matrícula, envio de dados, renovação do certificado e autenticação corporativa permanecem bloqueados na versão distribuída. Salvar a configuração não permite entrar no CertSafe com a conta do AD. O login local com senha e A2F continua em uso.

Antes de começar

  • Responsáveis: administrador do AD, administrador do servidor Windows e gestor da instalação CertSafe. Alterações de domínio devem ser realizadas por quem possui as permissões delegadas necessárias.
  • Ambiente piloto: servidor membro Windows x64 dedicado ao teste, pertencente ao domínio, com .NET Framework 4.8 ou posterior, Windows PowerShell 5.1 x64 e módulo ActiveDirectory (RSAT).
  • Escopo: um grupo piloto com poucos usuários e uma empresa de destino no CertSafe. Não iniciar pela organização inteira.
  • Conta do serviço: gMSA, com recuperação da senha autorizada somente para o servidor piloto e leitura do escopo necessário. O conector não deve executar como administrador do domínio.
  • Rede: DNS do domínio e horário corretos, comunicação de domínio/Kerberos com os controladores e saída HTTPS para a instalação CertSafe. O coletor atual usa LDAP na porta 389 com Kerberos, assinatura e selagem. Não publicar o controlador de domínio na internet nem substituir esse fluxo por bind simples com senha.
  • Pacote: obter o pacote completo do conector com o Suporte CertSafe e conferir versão, hashes e assinaturas. Não utilizar o instalador do Agente Windows como substituto.

Os exemplos usam empresa.test, DC01, CS-CONNECTOR01 e CertSafe-Piloto. Substitua pelos dados reais do ambiente. Não envie senhas do domínio, chaves privadas ou arquivos PFX ao Suporte.

1. Autorizar o módulo na instalação CertSafe

Esta etapa é feita pelo administrador do Suporte Central. O gestor que só acessa a instalação deve solicitar essa autorização ao Suporte.

  1. Acessar Instalações e localizar a instalação correta.
  2. No bloco de ações da instalação, abrir Integrações. A configuração aparece em um modal.
  3. Marcar Módulo Integrações e Active Directory Local.
  4. Definir a capacidade autorizada: para o piloto, pelo menos um Diretório e um Conector. Zero significa capacidade não concedida.
  5. Para um piloto somente AD Local, manter Microsoft Entra ID e Uso híbrido desmarcados; o limite de tenants pode permanecer zero.
  6. Clicar em Salvar direitos.

Resultado esperado: a instalação recebe os direitos de configuração do módulo. Isso não ativa sincronização nem login corporativo. Cada instalação CertSafe possui seus próprios diretórios e conectores.

2. Separar o grupo piloto e levantar os identificadores

  1. No AD, escolher ou criar um grupo de segurança específico para o piloto, por exemplo CertSafe-Piloto.
  2. Adicionar diretamente ao grupo apenas os usuários do teste. Evitar grupos aninhados: o conector atual não os expande e pode recusar esse escopo.
  3. Em uma máquina administrativa com RSAT, abrir o Windows PowerShell e consultar o domínio e o grupo. Os comandos abaixo são de leitura.
Import-Module ActiveDirectory
$dominioCs = Get-ADDomain
$dominioCs | Select-Object DNSRoot, NetBIOSName, DomainSID
Get-ADGroup -Identity 'CertSafe-Piloto' | Select-Object Name, SID

Anotar o DNSRoot, o DomainSID e o SID de cada grupo autorizado. O campo SID não recebe nome do grupo, GUID, e-mail ou nome de usuário. Conferir os valores no AD, sem construir o SID manualmente.

Referências dos comandos: Get-ADDomain e Get-ADGroup.

3. Cadastrar o diretório no CertSafe

  1. Acessar a instalação correta com uma conta de gestor local, utilizando senha e A2F.
  2. Abrir Integrações no menu lateral e selecionar a aba Active Directory Local.
  3. Preencher Nome do diretório com uma identificação clara, por exemplo “AD Matriz”.
  4. Em Domínio DNS, informar o DNSRoot consultado no AD, por exemplo empresa.test.
  5. Em SID do domínio, informar o DomainSID.
  6. Em Grupos autorizados, informar um SID de grupo por linha.
  7. Clicar em Salvar rascunho e conferir o registro na lista abaixo do formulário.

Resultado esperado: diretório cadastrado em rascunho. O estado geral permanece Desativado. Se os campos estiverem bloqueados, confirmar com o Suporte os direitos da instalação e as permissões da conta; não alterar diretamente o banco de dados.

4. Preparar a gMSA no AD piloto

Esta etapa exige um domínio real e deve ser conduzida pelo administrador do AD. Não é validada apenas por instalar o MSI.

  1. Confirmar os pré-requisitos de gMSA do domínio e a existência de uma chave raiz KDS válida. Se faltar, seguir o procedimento Microsoft e respeitar o tempo de propagação, sem antecipar artificialmente a data da chave em um domínio de produção.
  2. Criar um grupo de segurança para os computadores autorizados a recuperar a senha da gMSA e incluir somente a conta do servidor piloto.
  3. Criar a gMSA, por exemplo CertSafeConector, vinculando PrincipalsAllowedToRetrieveManagedPassword ao grupo de computadores autorizado.
  4. No servidor piloto, instalar a conta gerenciada e verificar sua disponibilidade:
Import-Module ActiveDirectory
Install-ADServiceAccount -Identity 'CertSafeConector'
Test-ADServiceAccount -Identity 'CertSafeConector'

O teste deve retornar True. Caso contrário, revisar a autorização do computador, a disponibilidade da KDS, a replicação e os requisitos do domínio antes de continuar.

Conceder o direito de Logon como serviço à gMSA, preservando as demais contas necessárias no servidor. Usar o formato DOMINIO\CertSafeConector$ no instalador. O domínio desse formato é o nome NetBIOS; o símbolo $ faz parte do nome da conta.

Procedimentos oficiais: gerenciamento de gMSA e chave raiz KDS.

5. Preparar a configuração e conferir o pacote

Verificação de confiança: o pacote de laboratório 0.4.0 possui assinatura CertSafe destacada em .sig, mas ainda não possui Authenticode público. Em testes, o Controle de Aplicativo do Windows bloqueou o EXE. Não desativar Smart App Control, WDAC, AppLocker ou a política PowerShell para fazer a implantação prosseguir. Nesse caso, interromper a etapa e solicitar ao Suporte uma versão com assinatura e compatibilidade aprovadas.
  1. Extrair o pacote completo em uma pasta administrativa. Conferir o manifesto e as assinaturas com o verificador confiável fornecido pelo CertSafe.
  2. Copiar conector.exemplo.json para conector.json.
  3. Preencher DominioDns, DominioSid e GruposSid com os mesmos valores cadastrados no painel.
  4. Em Controlador, informar o FQDN do controlador escolhido, por exemplo dc01.empresa.test. Em InstalacaoUrl, informar a URL HTTPS da instalação CertSafe.
  5. Manter Modo igual a desativado. Preservar inicialmente os intervalos do exemplo. O campo CertificadoSha256 permanece com o valor provisório do modelo até a matrícula homologada; ele não recebe o certificado A1 do usuário.
  6. Copiar implantacao.exemplo.json para implantacao.json, na pasta de implantação. Informar a gMSA real, o nome do arquivo de configuração e os hashes SHA-256 correspondentes ao MSI e à configuração.
Get-FileHash -Algorithm SHA256 -LiteralPath '.\conector.json'
Get-FileHash -Algorithm SHA256 -LiteralPath '.\CertSafe-DirectoryConnector-0.4.0-x64.msi'

Os arquivos referenciados pelo plano devem estar na mesma pasta dele. O hash da configuração deve ser recalculado após qualquer edição. Não incluir senhas, chaves privadas ou códigos de matrícula nessa pasta.

6. Simular e instalar no servidor piloto

Executar somente após preparar o AD/gMSA e confirmar que a política de segurança permite o pacote. No Windows PowerShell 5.1 x64, dentro da pasta de implantação:

.\implantar.ps1 -Plano .\implantacao.json

A simulação confere assinatura, hashes e modo desativado. Ela não homologa o domínio nem garante que o binário será aceito pela política do Windows. Corrigir qualquer falha antes de confirmar a instalação.

Após a aprovação da simulação, executar como administrador do servidor piloto:

.\implantar.ps1 -Plano .\implantacao.json -Confirmar

O fluxo instala os arquivos e tenta configurar o serviço sob a gMSA validada. Se uma verificação posterior falhar, os arquivos MSI podem permanecer instalados sem que o serviço tenha sido criado. Não interpretar a presença do executável como implantação concluída.

Conferir:

Get-Service -Name CertSafeDirectoryConnector
Get-CimInstance Win32_Service -Filter "Name='CertSafeDirectoryConnector'" |
    Select-Object Name, State, StartMode, StartName

Resultado esperado nesta etapa: serviço em modo Manual, estado Stopped, conta gMSA correta e configuração desativada. Não iniciar o serviço para tentar habilitar a integração.

Os arquivos de programa ficam em %ProgramFiles%\CertSafe\DirectoryConnector. A configuração e o estado ficam em %ProgramData%\CertSafe\DirectoryConnector. Os registros de implantação ficam em %ProgramData%\CertSafe\ImplantacaoConector.

7. Implantação por GPO, somente após validar o piloto

  1. Publicar a pasta de implantação em um compartilhamento UNC de versão fixa, com leitura para os computadores autorizados e escrita somente para os administradores responsáveis.
  2. Criar uma GPO exclusiva, vinculada à OU piloto e filtrada para os computadores escolhidos.
  3. Em Configuração do Computador > Políticas > Configurações do Windows > Scripts > Inicialização > Scripts do PowerShell, adicionar implantar.ps1 e disponibilizar seu verificador na mesma pasta de scripts.
  4. Informar o caminho UNC completo do plano nos parâmetros, por exemplo:
-Plano "\\servidor\distribuicao\CertSafe\0.4.0\implantacao.json" -Confirmar

Configurar o processamento síncrono e a disponibilidade de rede no início do computador. Não usar script de logon de usuário, não habilitar AlwaysInstallElevated e não aplicar a política a todas as estações. O script não inicia o serviço e não reinicia o computador. Um retorno 3010 exige tratar a reinicialização na janela autorizada antes de concluir a configuração.

O uso real de GPO e gMSA ainda requer homologação em domínio. Não acrescentar a opção de atualização automática enquanto o Suporte não confirmar sua liberação para o ambiente.

8. Matrícula e mTLS: etapa aguardando liberação

A matrícula associa a identidade e a chave do conector ao diretório correto. O certificado de transporte mTLS é próprio do conector e não deve ser confundido com certificados A1/A3 armazenados no CertSafe.

Quando houver uma versão homologada, o fluxo previsto é gerar a solicitação solicitacao.csr no servidor e no contexto autorizado do serviço, selecionar o diretório na aba Conectores, informar o nome do conector e colar a solicitação em Solicitação de certificado. O botão Gerar código de matrícula emite um código de uso único com validade de 15 minutos.

Na versão atual, parar antes dessa etapa: a conclusão da matrícula e os endpoints de transporte não estão liberados. Não copiar a chave privada para o painel, não colocar o código em GPO e não tentar contornar o bloqueio. A matrícula, mesmo quando disponível, não será autorização para login corporativo por si só.

9. Preparar os mapeamentos de acesso

Na aba Mapeamento de acessos, o vínculo relaciona Grupo externo, Empresa de destino e Perfil de usuário comum. Os seletores dependem dos dados externos disponíveis: antes da sincronização homologada, podem permanecer vazios. Isso não deve ser resolvido com registros inseridos manualmente no banco.

Após a disponibilização dos grupos externos, selecionar os destinos autorizados, usar Salvar para análise e conferir Calcular impacto na licença. Para uma conta CertSafe existente, revisar o vínculo explícito entre Identidade externa e Conta CertSafe antes de usar Registrar vínculo.

Nome, e-mail ou UPN iguais não unem identidades automaticamente. Não usar mapeamentos para conceder perfil de gestor. A proposta e a análise de licença não equivalem à ativação de acesso.

10. Condições para ativar a integração

Não existe ativação operacional disponível na versão atual. O estado Desativado é esperado. Não há um botão de ativação homologado nem uma instrução para mudar constantes, banco de dados ou arquivos internos e liberar o provedor.

Antes de liberar a operação, o responsável pelo piloto e o Suporte precisam confirmar:

  1. Versão do conector assinada e aceita pelos controles de aplicação do Windows.
  2. Execução sob gMSA, permissões e coleta LDAP/Kerberos homologadas no domínio piloto.
  3. Matrícula, identidade mTLS, sincronização, renovação e comportamento após falhas homologados.
  4. Mapeamentos, vínculos de contas, isolamento por empresa e capacidade da licença revisados.
  5. Autenticação corporativa implementada e homologada, inclusive acesso, revogação, tratamento de usuários desativados e proteção das contas de gestão.
  6. Procedimento de liberação e retorno aprovado para a versão entregue, mantendo o acesso administrativo local com senha e A2F.

Somente após essas condições será publicado o procedimento executável de ativação. Até lá, o resultado correto deste guia é o ambiente preparado e a integração desativada.

Diagnóstico rápido

  • Menu Integrações ausente ou campos bloqueados: conferir os direitos da instalação e as permissões da conta local.
  • SID recusado: consultar novamente o SID do domínio e dos grupos no AD. Não utilizar GUID ou nome no lugar do SID.
  • Test-ADServiceAccount retorna False: revisar os pré-requisitos da gMSA e a autorização do servidor. Não substituir a conta por Domain Admin.
  • Windows bloqueia o EXE ou script: registrar a mensagem, a versão e o evento do Windows; solicitar ao Suporte um pacote compatível. Não desligar os controles para instalar.
  • Matrícula indisponível ou estado Desativado: comportamento esperado enquanto a homologação não for liberada.
  • Grupos não aparecem no mapeamento: confirmar se já existe sincronização homologada e concluída. Cadastrar o diretório não importa seus grupos.

Desinstalar ou interromper o piloto

Primeiro retirar a implantação da GPO para impedir reinstalação no próximo início. Se uma tarefa de atualização tiver sido habilitada em um laboratório autorizado, desativá-la e removê-la pelo configurador oficial antes de desinstalar o MSI. Não interromper uma atualização em andamento.

Desinstalar o produto pelo Windows. O MSI remove os arquivos de programa e o cadastro do serviço; configuração, estado DPAPI e chaves são preservados para recuperação. Não apagar esses dados nem reutilizar a identidade em outra instalação sem orientação do Suporte.

Para solicitar apoio, informar a instalação, a versão do conector, a etapa e a mensagem de erro, com os dados sensíveis removidos. Esta categoria também reunirá o futuro guia de Microsoft Entra ID (Microsoft 365), cuja configuração é independente da integração AD Local.

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